No indivíduo, primeiro
Desenvolver consciência, conhecimento, saúde e a capacidade de cuidar de si e do outro. Tudo começa aqui.
Revista · Rede Supernova
Pessoa, comunidade e planeta: territórios que pesquisam, ensinam e se regeneram juntos.
01 — Conceito
Regenerar é fortalecer a capacidade de renovação da vida: da pessoa à comunidade, e daí ao território e ao planeta.
Não basta causar menos dano: o lugar e quem vive nele passam a ficar mais saudáveis, autônomos e capazes de se renovar sozinhos.
Desenvolver consciência, conhecimento, saúde e a capacidade de cuidar de si e do outro. Tudo começa aqui.
Fortalecer a capacidade de decidir, gerir recursos, produzir conhecimento e criar oportunidades.
Levar essa vibração ao território: recuperar solo, água e biodiversidade com agrofloresta e agricultura sintrópica, produzindo alimento enquanto o ecossistema se recupera.
Pessoa, comunidade e planeta formam uma mesma cadeia, do centro para fora. Por isso a sigla carrega também a palavra “ser”: a regeneração do território começa pelas pessoas que vivem nele.
02 — Missão
Cada CER pesquisa, ensina e multiplica práticas regenerativas dentro do próprio território. Ali, o território deixa de ser objeto de estudo e passa a ser lugar de pesquisa, aprendizagem e desenvolvimento.
A própria comunidade é protagonista da sua regeneração e do seu desenvolvimento, por meio de:
A Escola GSPI (Gestores Sociais Pi) forma gestores da própria comunidade para captar, receber, executar e prestar contas de recursos públicos e filantrópicos.
O conhecimento tradicional permanece das comunidades. Toda pesquisa, publicação ou captação de recursos exige, antes, consentimento prévio, livre e informado e repartição de benefícios.
03 — Estrutura
Oito pilares em quatro núcleos. Toda unidade Supernova oferece a mesma base e adapta o método ao seu bioma, à sua cultura e às necessidades da comunidade.
O núcleo comum é atravessado por quatro camadas que sustentam todas as unidades: educação, pesquisa, segurança jurídica e transparência. Veja as camadas →
04 — Camadas transversais
Educação regenerativa
Agrofloresta, agricultura sintrópica e recuperação de solo. O próprio território é sala de aula e laboratório.
Escola GSPI · Gestores Sociais Pi
Educação financeira, educação social e execução de projetos com recursos públicos e filantrópicos.
Formação na comunidade, em sua língua e cultura, com certificação pelo Instituto Nova Dimensão.
Conhecimento tradicional e ciência validam protocolos em campo, com bancos de sementes, viveiros e o Comitê Científico. O que um território valida vira aula, cartilha e protocolo que os outros adaptam ao seu bioma e cultura, sempre com consentimento prévio, livre e informado e repartição de benefícios.
Governança, conformidade e prestação de contas de quem recebe aporte para executar os projetos. Arquitetura institucional pela ELEVA/D.
Uma plataforma confere despesas contra o plano de trabalho, aponta pendências e prazos e organiza os dados de transparência. Ao usá-la, a organização aprende a gerir melhor.
05 — Saúde e cuidado
O foco está na pessoa, e não apenas na doença.
Cada pessoa é vista por inteiro: hábitos, sono, nutrição, nível de estresse, meio ambiente e relacionamentos.
Não substitui cirurgias nem medicamentos. Soma a eles terapias complementares, como acupuntura, fitoterapia, nutrição e práticas mente-corpo, muitas delas reconhecidas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS.
Cada participante atua no próprio plano de saúde e na mudança de estilo de vida, para evitar o surgimento ou o agravamento de doenças crônicas.
A saúde integrativa caminha junto com a alimentação saudável, o cuidado do ser humano e o turismo de bem-estar.
06 — Rede
Dois territórios-piloto, em biomas diferentes, trabalham por 24 meses a partir de um protocolo comum. A diferença entre eles é parte da pesquisa: entender o que funciona em contextos ambientais, sociais e culturais distintos.
Depois, comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e outras tradicionais poderão entrar na rede no seu ritmo, adaptando o método ao seu bioma, cultura e necessidades, e não copiando um modelo pronto.
07 — Financiamento
Pi vem de π, a constante que permanece a mesma qualquer que seja o tamanho do círculo. Aqui, uma pequena contribuição ganha força quando é multiplicada pela participação de muitas pessoas.
A partir de 1 Pi (R$ 3,14), de forma recorrente, sem precisar de uma grande doação.
Empresas, fundações e financiadores participam em escalas maiores, inclusive do exterior.
Fundo Yorenka e Fundo Terra Roxa, cada um administrado pela organização do seu território.
MROSC (Lei 13.019/2014), princípios constitucionais sobre recursos públicos, legislação de doações e LGPD, regras de conhecimento tradicional e repartição de benefícios (Lei 13.123/2015) e normas para doações vindas do exterior.
Quanto maior a capacidade de mobilizar recursos, maior deve ser a capacidade de comprovar onde, como e com que resultado foram usados.
08 — Tecnologia
A plataforma de transparência ajuda organizações que recebem recursos públicos ou filantrópicos a organizar, acompanhar, publicar e comprovar o uso desses recursos durante toda a execução do projeto, e não só na hora de prestar contas.
Quem executa, quem financia e quem fiscaliza acompanham a mesma informação.
Começa com os fundos territoriais e as organizações do ecossistema de capacitação. A experiência dos primeiros CER aperfeiçoa a ferramenta antes da expansão, e mesmo uma organização em estágio inicial pode começar a usá-la.
09 — Governança
Executores
Terra Roxa – SP · Guarda-chuva institucional: pesquisa, formação, certificação e Fundo Social Pi.
Marechal Thaumaturgo – AC · Administra o território no Alto Juruá e o Fundo Yorenka.
Uruçuca – BA · Em Serra Grande, na Costa do Cacau.
Organizações de apoio
Idealizadora da rede. Desenha a arquitetura institucional: governança, conformidade, financiamento e prestação de contas.
ALL1 Foundation, ALL1.eco e ALL1 Ventures: organização de apoio: ponte com parceiros e financiadores fora do Brasil.
Com mecanismos de transparência e prestação de contas. Nenhum dos projetos depende de aquisição de terras.