BioCERNE
Centro de Estudos Regenerativos da Nova Era
PLANO DE TRABALHO
Plano de trabalho estruturado segundo padrões internacionais de gestão de projetos (estrutura de pacotes de trabalho, quadro lógico, marcos, orçamento e monitoramento), elaborado para apresentação a investidores, organismos multilaterais, universidades e parceiros institucionais, com vistas à estruturação, ao financiamento e à implantação de um centro de pesquisa aplicada em agrofloresta, bioeconomia e desenvolvimento territorial regenerativo, alinhado às normas internacionais de gestão da biodiversidade.
P roponente: Instituto Nova Dimensão
Elaboração técnica: ElevaD Consultoria
Terra Roxa — São Paulo — Brasil
2026
SUMÁRIO
1 SUMÁRIO EXECUTIVO
O Sítio São Sebastião, em Terra Roxa/SP, será estruturado como o BioCERNE — Centro de Estudos Regenerativos da Nova Era: uma infraestrutura estratégica de conhecimento que integra, em um único território vivo e operante, pesquisa científica aplicada, validação tecnológica, formação humana e desenvolvimento territorial em sistemas agroflorestais e regenerativos.
O problema. Mais da metade do PIB mundial — cerca de US$ 44 trilhões — depende da natureza, e a perda de biodiversidade já figura entre os três maiores riscos globais da década. O mundo fixou metas (restaurar 30% dos ecossistemas degradados até 2030) e, pela primeira vez, dispõe de um padrão internacional para incorporá-la — a ISO 17298, publicada em outubro de 2025. Falta o que sempre faltou: infraestrutura permanente capaz de transformar compromisso em método replicável e auditável.
A oportunidade. O Brasil é a nação mais biodiversa do planeta e assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 (Planaveg 2.0), tendo a agrofloresta como método central. A transição para uma economia nature -positive representa, segundo o Fórum Econômico Mundial, US$ 10,1 trilhões em oportunidades de negócio e 395 milhões de empregos até 2030. O mercado global de agricultura regenerativa cresce a dois dígitos ao ano — e a agrofloresta é o seu maior segmento.
A solução. Não uma fazenda experimental, mas uma infraestrutura estratégica de conhecimento: um território que já opera com sistemas agroflorestais consolidados, no coração do maior polo agroindustrial do país, capaz de desenvolver, validar, demonstrar e ensinar soluções em padrão internacional — alinhado à ISO 17298, à ISO 14001 e ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.
O modelo de execução. O plano se organiza em cinco pilares(pesquisa, inovação, educação, desenvolvimento territorial e internacionalização), sete fases de implantação e seis pacotes de trabalho com entregáveis, marcos e orçamento definidos, ao longo de uma década (2026–2035).
O pedido. Uma rodada catalítica de R$ 5 milhões em 3 anos(≈ US$ 965 mil) — a camada 1 de um arranjo de financiamento misto ( blended finance ) — torna o Centro operante e auditável, conclui o diagnóstico territorial e o Living Lab, lança o campus e o observatório, e de-risca todas as rodadas seguintes. Após o ano 3, receitas próprias e mercados ambientais assumem a operação.
| R$ 5 mi
rodada catalítica · 3 anos (≈ US$ 965 mil) |
5 pilares
7 fases · 6 pacotes de trabalho |
2035
referência latino-americana do setor |
|---|
2 APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL E DO TERRITÓRIO
2.1 O proponente — Instituto Nova Dimensão
O Instituto Nova Dimensão é a organização proponente e responsável institucional pelo Centro. Acumula trajetória reconhecida em frentes diretamente relevantes ao projeto:
- Expertise consolidada — vasta experiência em sistemas agroflorestais, educação ambiental, tecnologias sociais e desenvolvimento territorial aplicado.
- Formação e produção editorial — trajetória em formação comunitária, produção de conteúdo técnico e disseminação de conhecimento para diferentes públicos e territórios.
Esse acervo de autoridade técnica é determinante para o investidor: o projeto carrega trajetória comprovada, não apenas intenção.
2.2 O legado de conhecimento — a obra sobre Ernst Götsch (Instituto Nova Era)
Soma-se ao projeto um ativo de conhecimento singular: o Instituto Nova Era é responsável pela compilação e publicação da única obra existente sobre o conhecimento de Ernst Götsch — principal referência mundial da agricultura sintrópica e agroflorestal —, escrita em conjunto com o próprio Götsch. Trata-se de um registro biográfico e técnico sem equivalente, que consolida o ecossistema do projeto como polo de conhecimento regenerativo e confere autoridade técnica difícil de replicar.
A obra possui edição internacional e edição brasileira, ambas consideradas neste plano como referência intelectual fundadora do Centro (ver Referências).
2.3 A elaboração técnica — ElevaD Consultoria
A estruturação técnica deste Plano de Trabalho — modelagem institucional, arquitetura de financiamento, governança, conformidade normativa, plano de monitoramento e organização em pacotes de trabalho — é de responsabilidade da ElevaD Consultoria, que assina a elaboração do documento.
2.4 O território — Sítio São Sebastião
O Sítio São Sebastião, em Terra Roxa/SP, é mais do que uma propriedade rural: é um território com histórico e experiência prática consolidados, situado em posição estratégica e com ativos produtivos já em operação. Reúne as condições raras de servir, simultaneamente, como base de pesquisa, vitrine de tecnologia e campus de formação — o que o habilita a se tornar um laboratório vivo de referência nacional e internacional.
3 CONTEXTO E JUSTIFICATIVA
Durante a maior parte da história econômica, a biodiversidade foi tratada como externalidade — algo fora da planilha. Isso acabou. A leitura institucional dominante hoje é que metade da economia mundial depende de ecossistemas funcionais, e que seu colapso é um risco material, não moral. Três números resumem a virada:
| US$ 44 tri
do PIB global dependem da natureza |
US$ 10,1 tri
em oportunidades nature-positive até 2030 |
12 mi ha
meta de restauração do Brasil até 2030 |
|---|
3.1 O cenário global: a natureza virou tese de risco financeiro
- US$ 44 trilhões — mais da metade do PIB global — dependem moderada ou altamente da natureza.
- A perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas estão entre os três maiores riscos globais da próxima década, com potencial de reduzir o PIB mundial em até US$ 2,7 trilhões por ano até 2030.
- Em contrapartida, a transição para uma economia nature -positive pode gerar US$ 10,1 trilhões em oportunidades de neg ócio e 395 milhões de empregos até 2030.
3.2 O marco regulatório: a ISO 17298 e o novo padrão internacional
Em outubro de 2025, a ISO publicou a ISO 17298( Biodiversity : Considering biodiversity in the strategy and operations of organizations ), a primeira Norma Internacional dedicada a orientar organizações na incorporação da biodiversidade em sua estratégia, operações e decisões. Desenvolvida pelo Comitê Técnico ISO/TC 331, com especialistas de mais de 60 países, ela:
- aplica-se a qualquer organização — empresas, instituições públicas, municípios, ONGs — de qualquer porte e setor;
- complementa a ISO 14001(gestão ambiental) e a ISO 26000(responsabilidade social);
- foi construída sobre a abordagem LEAP da TNFD( Taskforce on Nature-related Financial Disclosures );
- contribui diretamente para o Marco Global de Biodiversidade de Kunming -Montreal e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
| A virada conceitual deste projeto: ele deixa de ser percebido como iniciativa agrícola e passa a ser lido como um Centro de P&D alinhado às mais recentes normas internacionais de biodiversidade — capaz de produzir dados de biodiversidade críveis e comparáveis, exatamente o ti po de dado que informa decisões de investimento e destrava acesso a finanças verdes. |
|---|
3.3 O marco político: existe uma janela, e ela tem prazo
O Marco Global de Biodiversidade de Kunming -Montreal, adotado por 195 países, estabeleceu 23 metas para 2030, entre elas proteger 30% das áreas terrestres e marinhas e restaurar 30% dos ecossistemas degradados(a meta “30x30”), e mobilizar US$ 200 bilhões por ano para biodiversidade até 2030. Estima-se que os fluxos financeiros para biodiversidade precisem saltar para US$ 700 bilhões a US$ 1 trilhão por ano até 2030 — um volume sem precedentes de capital buscando exatamente o tipo de solução que este Centro desenvolve, valida e ensina.
3.4 O ângulo Brasil: o país certo, na hora certa
- O Brasil é a nação mais biodiversa da Terra, abrigando 15–18% das espécies conhecidas.
- Lançou na COP16 (out/2024) o Planaveg 2.0, com a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, com potencial de gerar mais de 2,5 milhões de empregos.
- 75% dessa meta recai sobre terras privadas, com crédito de baixo custo e projetos de carbono como incentivos centrais.
- Programas federais já adotam sistemas agroflorestais como o método para restaurar terra degradada e gerar renda simultaneamente.
A lacuna que o Centro preenche: o Brasil tem a meta, a biodiversidade e o método — mas dispõe de pouquíssima infraestrutura permanente de pesquisa aplicada capaz de validar, padronizar e ensinar esse método em escala e em padrão internacional. É essa infraestrutura que se propõe construir.
3.5 O mercado: a agrofloresta lidera o segmento de maior crescimento
O mercado global de agricultura regenerativa está avaliado entre US$ 10 e 15 bilhões em 2025, com projeções que o levam a US$ 20–48 bilhões no início da próxima década, crescendo entre 14% e 18% ao ano.
| Indicador de mercado | Situação / projeção |
|---|---|
| Tamanho do mercado (2025) | US$ 10–15 bilhões |
| Projeção (início da próxima década) | US$ 20–48 bilhões |
| Crescimento anual (CAGR) | 14% a 18% ao ano |
| Participação da agrofloresta | ~41% — o maior segmento de prática |
| Segmentos de crescimento mais rápido | Instituições financeiras e serviços de assessoria |
Dois pontos importam para a tese: a agrofloresta é o maior segmento de prática do mercado, e a demanda que mais cresce é por conhecimento, validação e certificação — exatamente o produto central deste Centro.
4 POSICIONAMENTO E IDENTIDADE INSTITUCIONAL
O Sítio não será apresentado como uma fazenda experimental tradicional. Será estruturado como um território permanente de experimentação, aprendizado e validação tecnológica, dedicado a soluções para segurança alimentar e mudanças climáticas, recuperação de solos e conservação hídrica, bioeconomia e agricultura regenerativa, educação ambiental e desenvolvimento regional.
Três naturezas em um só ativo:
| Natureza | Função | Para quem gera valor |
|---|---|---|
| Laboratório vivo | Pesquisa aplicada e geração de dados auditáveis | Universidades, governos, organismos multilaterais |
| Showroom de inovação | Validação e demonstração de tecnologia em campo real | Agtechs, agronegócio, investidores |
| Campus aberto | Formação e disseminação de método replicável | Estudantes, produtores, gestores, redes de réplica |
5 DIFERENCIAIS ESTRATÉGICOS (O FOSSO COMPETITIVO)
Quatro diferenciais, difíceis de replicar, reduzem o risco de execução e sustentam a tese de investimento.
5.1 Localização privilegiada
Inserido no eixo Ribeirão Preto–Terra Roxa, no coração da maior região agroindustrial do Brasil, com proximidade física de Agrishow , Embrapa, USP, FATEC e IFSP, além de acesso a cooperativas, grandes grupos do agronegócio e ecossistemas de inovação. Isso significa acesso imediato a parceiros, talento, mercado-teste e visibilidade.
5.2 Legado técnico já operante
O território não parte de uma hipótese teórica. Já possui sistemas agroflorestais implantados e áreas produtivas em plena operação, áreas de reflorestamento estabelecidas com histórico documentado de monitoramento contínuo e manejo técnico ao longo dos anos. É base real, não teórica — experiência prática acumulada que fundamenta o projeto com dados concretos e resultados mensuráveis, reduzindo drasticamente o risco de execução.
5.3 Capital intelectual consolidado
A trajetória do Instituto Nova Dimensão em agroflorestas, educação ambiental, tecnologias sociais e formação comunitária, somada à autoria, pelo Instituto Nova Era, da única obra publicada sobre o conhecimento de Ernst Götsch — escrita em conjunto com o próprio Götsch, referência mundial da agricultura sintrópica —, confere ao projeto autoridade técnica reconhecida e difícil de replicar.
5.4 Alinhamento normativo de vanguarda
Poucas iniciativas no mundo já nascem desenhadas para a ISO 17298. Esta nasce — o que a posiciona como caso de referência para a própria implementação da norma, um ativo reputacional difícil de replicar e diretamente conversível em acesso a finanças verdes.
6 VISÃO, MISSÃO E OBJETIVOS
6.1 Visão 2035
Ser reconhecido, nacional e internacionalmente, como o principal centro latino-american o de pesquisa aplicada, demonstração tecnológica e formação em sistemas agroflorestais e regenerativos, e como referência em desenvolvimento territorial regenerativo no Brasil e na América Latina.
6.2 Missão
Desenvolver, validar e disseminar soluções inovadoras que integrem ciência, produção e educação para a transformação territorial sustentável, atuando sobre agrofloresta e agricultura sintrópica, bioeconomia tropical, regeneração ambiental e recuperação de solos, e desenvolvimento territorial regenerativo — conectando conhecimento científico à prática produtiva e ao desenvolvimento regional.
6.3 Objetivos estratégicos
- Conhecimento e tecnologia — produzir conhecimento aplicado, tecnologias replicáveis, formação humana e modelos de desenvolvimento territorial sustentável.
- Integração multidimensional — integrar ciência, produção, educação, inovação e desenvolvimento territorial em um único território vivo e operante.
- Parcerias estratégicas — construir parcerias multidisciplinares e multissetoriais com universidades, empresas, governos e redes internacionais.
6.4 Objetivo geral e objetivos específicos
Objetivo geral: implantar e consolidar, em dez anos, uma infraestrutura permanente de pesquisa aplicada, demonstração e formação em agrofloresta e regeneração, financeiramente sustentável e alinhada às normas internacionais de biodiversidade.
- OE1 — constituir a governança, a estrutura jurídica e a conformidade internacional do Centro.
- OE2 — produzir o diagnóstico científico territorial e a infraestrutura de pesquisa, dados e visitação.
- OE3 — operar um Living Lab agroflorestal com protocolos, dados e monitoramento contínuos.
- OE4 — formar pessoas e disseminar método por meio de um campus aberto de educação.
- OE5 — validar e demonstrar tecnologias regenerativas em escala real.
- OE6 — publicar indicadores e conhecimento por meio do Observatório Brasileiro da Agrofloresta.
- OE7 — replicar o modelo em rede nacional e alcançar sustentabilidade financeira.
7 MODELO DE ATUAÇÃO: OS CINCO PILARES
7.1 Pilar 1 — Pesquisa Aplicada
Produção de conhecimento científico orientado a resultados práticos, em três linhas prioritárias:
- Agricultura sintrópica e sistemas agroflorestais — pesquisa em SAFs sintrópicos com foco em produtividade, biodiversidade funcional e resiliência climática.
- Solos regenerativos e conservação da água — recuperação de solos degradados, manejo hídrico, sequestro de carbono e restauração de ecossistemas produtivos.
- Bioeconomia tropical e biodiv ersidade — modelos econômicos baseados em biodiversidade funcional, bioinsumos e cadeias produtivas regenerativas tropicais.
7.2 Pilar 2 — Inovação e Tecnologia
O território como ambiente permanente de validação tecnológica:
- Validação tecnológica permanen te — território vivo de testes para sensores inteligentes, agricultura de precisão, inteligência artificial e automação agrícola.
- Bioinsumos e irrigação inteligente — validação de bioinsumos, sistemas de irrigação inteligente, monitoramento remoto e equipamentos regenerativos em condições reais de campo.
- Showroom vivo da inovação — empresas parceiras testam e demonstram soluções no território, transformando o Centro em referência nacional de inovação aplicada.
7.3 Pilar 3 — Educação e Formação
Trilhas formativas contínuas e personalizadas:
- Públicos atendidos — escolas públicas e privadas, ensino técnico, universidades e pós-graduação; pesquisadores, produtores rurais, gestores públicos e comunidades locais.
- Programas e modalidades — visitas técnicas, cursos presenciais e online, residências, imersões no território, estágios supervisionados e extensão universitária, com formação prática integrada à pesquisa aplicada.
7.4 Pilar 4 — Desenvolvimento Territorial
Conhecimento convertido em impacto regional:
- Economia local — geração de empregos verdes, valorização de produtos locais e dinamização das cadeias produtivas regenerativas.
- Turismo técnico e científico — atração de visitantes, pesquisadores, estudantes e gestores por meio de visitas técnicas, imersões e eventos de demonstração.
- Cadeias produtivas regenerativas — estruturação de cadeias integrando produção, beneficiamento, comercialização e impacto socioambiental positivo.
7.5 Pilar 5 — Internacionalização
Inserção em redes globais de conhecimento e financiamento:
- Organismos multilaterais — parcerias potenciais com FAO, PNUD, Banco Mundial e IICA.
- Redes científicas — CIFOR e universidades internacionais.
- Redes globais de agricultura regenerativa — articulação com plataformas e comunidades de prática internacionais.
8 PLANO DE TRABALHO: PACOTES DE TRABALHO (WP)
Seguindo a prática internacional de gestão de projetos, a execução é organizada em pacotes de trabalho ( Work Packages — WP), cada um com objetivo, atividades, entregáveis, marcos e orçamento próprios, articulados às sete fases de implementação. A modularidade permite que diferentes financiadores adotem diferentes pacotes — estrutura preferida por organismos multilaterais e fundos.
| WP | Pacote de trabalho | Fases | Orçamento |
|---|---|---|---|
| WP1 | Governança e Gestão | Fase 1 | R$ 0,60 mi |
| WP2 | Diagnóstico Territorial e Infraestrutura | Fases 2 e 4 | R$ 1,60 mi |
| WP3 | Pesquisa, Living Lab e Demonstração | Fases 3 e 5 | R$ 1,05 mi |
| WP4 | Educação e Campus Aberto | Fase 4 | R$ 0,60 mi |
| WP5 | Observatório, Dados e Indicadores | Fase 6 | R$ 0,40 mi |
| WP6 | Comunicação e Relações Internacionais | Transversal | R$ 0,35 mi |
| — | Reserva técnica | Transversal | R$ 0,40 mi |
| Total da rodada catalítica | 3 anos | R$ 5,00 mi |
A Fase 7 (Rede Nacional de Territórios Regenerativos) é deliberadamente posicionada após a rodada catalítica de três anos, a ser financiada pelas receitas próprias já em operação e pelas camadas de impacto e corporativa — quando o modelo já estará validado e de-riscado.
8.1 WP1 — Governança e Gestão
Objetivo: constituir a base institucional, jurídica e de conformidade do Centro.
- Atividades: Memorando de Entendimento; constituição do Conselho Estratégico, do Comitê Científico e do Comitê de Inovação; elaboração do plano diretor e da identidade institucional; plano de captação.
- Entregáveis: MoU assinado; estatuto e regimentos; conselhos e comitês instalados; plano diretor; plano de captação.
- Marco (M1): governança constituída e estrutura jurídica e de compliance operante. Orçamento: R$ 0,60 mi (12%).
8.2 WP2 — Diagnóstico Territorial e Infraestrutura
Objetivo: produzir a linha de base científica e implantar a infraestrutura de pesquisa e visitação.
- Atividades: inventário ambiental e produtivo; mapeamento georreferenciado; diagnóstico hídrico e de biodiversidade; linha de base de indicadores; obras de infraestrutura de pesquisa, viveiro-escola e centro de visitantes.
- Entregáveis: diagnóstico territorial completo; base cartográfica georreferenciada; linha de base (aderente à ISO 17298); infraestrutura física implantada.
- Marco (M2): diagnóstico concluído e infraestrutura de base entregue. Orçamento: R$ 1,60 mi (32%).
8.3 WP3 — Pesquisa, Living Lab e Demonstração
O bjetivo: operar a pesquisa aplicada e a demonstração tecnológica em condições reais.
- Atividades: implantação de parcelas experimentais; padronização de protocolos de pesquisa; banco de dados e sistema de monitoramento; campos demonstrativos e showroom tecnológico permanente.
- Entregáveis: Living Lab operante; protocolos publicados; banco de dados; campos demonstrativos; primeiras publicações.
- Marco (M3): Living Lab gerando dados e demonstração tecnológica ativa. Orçamento: R$ 1,05 mi (21%).
8.4 WP4 — Educação e Campus Aberto
Objetivo: formar pessoas e disseminar método.
- Atividades: trilhas educativas temáticas; viveiro-escola e espaços demonstrativos; programas de visitas, cursos, residências e extensão universitária.
- Entregáveis: campus aberto operante; primeira coorte de estudantes e visitantes; programas de formação ativos.
- Marco (M4): campus em operação com público formado. Orçamento: R$ 0,60 mi (12%).
8.5 WP5 — Observatório, Dados e Indicadores
Objetivo: tornar público e comparável o conhecimento gerado.
- Atividades: desenvolvimento e lançamento da plataforma digital; publicação contínua de indicadores ambientais, produtivos e sociais; relatórios anuais e publicações técnico-científicas.
- Entregáveis: Observatório Brasileiro da Agrofloresta no ar; indicadores públicos; relatório anual.
- Marco (M5): Observatório lançado com dados abertos. Orçamento: R$ 0,40 mi (8%).
8.6 WP6 — Comunicação e Relações Internacionais
Objetivo: posicionar o Centro e articular parcerias e financiamento.
- Atividades (transversais): comunicação institucional; articulação com FAO, PNUD, Banco Mundial, IICA, CIFOR e universidades; estruturação do arranjo de financiamento misto.
- Entregáveis: identidade e plataforma de comunicação; primeiras cartas de intenção/parcerias internacionais.
- Ma rco (M6): primeiras parcerias internacionais formalizadas. Orçamento: R$ 0,35 mi (7%).
9 FASES DE IMPLEMENTAÇÃO
As sete fases detalham a sequência de execução dos pacotes de trabalho ao longo da década.
Fase 1 — Estruturação Institucional (0–6 meses). Memorando de Entendimento; Conselho Estratégico; Comitê Científico e de Inovação; plano diretor, identidade institucional e plano de captação de recursos e parcerias.
Fase 2 — Diagnóstico Científico Territorial (6–12 meses). Inventário ambiental e produtivo completo; mapeamento georreferenciado; linha de base dos indicadores; diagnóstico hídrico e de biodiversidade.
Fas e 3 — Living Lab Agroflorestal (Ano 1). Áreas experimentais com diferentes sistemas agroflorestais; protocolos de pesquisa padronizados; banco de dados e monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho.
Fase 4 — Campus Aberto de Educação (Ano 1–2). Trilhas educativas temáticas; viveiro-escola e espaços demonstrativos; centro de visitantes para estudantes, pesquisadores e público geral.
Fase 5 — Centro de Demonstração Tecnológica (Ano 2). Campos demonstrativos com tecnologias regenerativas em escala real; showroom tecnológico permanente (sensores, IA agrícola, bioinsumos, irrigação inteligente, equipamentos regenerativos).
Fase 6 — Observatório Brasileiro da Agrofloresta (Ano 3). Plataforma digital pública com dados, pesquisas e mapas; indicadores públicos de acesso aberto; relatórios anuais e publicações técnico-científicas.
Fase 7 — Rede Nacional de Territórios Regenerativos (Ano 4–5). Metodologia replicável documentada; formação de núcleos parceiros regionais; programas de certificação para práticas agroflorestais e regenerativas com reconhecimento nacional.
10 CRONOGRAMA GERAL
Distribuição das linhas de ação ao longo da década (● em operação · ●● fase de pico):
| Linha de ação | A0 | A1 | A2 | A3 | A4 | A5 | 6–10 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Governança e gestão (WP1) | ●● | ● | ● | ● | ● | ● | ● |
| Diagnóstico e infraestrutura (WP2) | ●● | ● | ● | ||||
| Pesquisa / Living Lab / Demonstração (WP3) | ●● | ●● | ●● | ● | ● | ● | |
| Educação / Campus aberto (WP4) | ● | ●● | ●● | ●● | ●● | ●● | |
| Observatório / Dados (WP5) | ●● | ●● | ●● | ●● | |||
| Comunicação / Internacional (WP6) | ● | ● | ● | ●● | ●● | ●● | ●● |
| Rede de réplica / Certificação (Fase 7) | ●● | ●● | ●● |
11 GOVERNANÇA E CONFORMIDADE
A credibilidade internacional do Centro depende tanto da ciência quanto da estrutura de governança e da conformidade jurídica. Esta seção responde à pergunta que todo financiador faz: quem decide, com qual controle, sob qual regime legal?
11.1 Estrutura decisória
- Conselho Estratégico — direção, parcerias institucionais e prestação de contas, com representantes de ciência, inovação, setor produtivo e sociedade civil.
- Comitê Científico — define agenda de pesquisa, protocolos e validação de resultados.
- Comitê de Inovação — articula empresas, agtechs e validação tecnológica.
- Coordenação Executiva — operação, equipe e execução do plano de trabalho.
- Conselho Fiscal — controle contábil e com pliance financeiro.
11.2 Conformidade e instrumentos jurídicos
- Modelo estatutário robusto e classificação adequada da organização (qualificações como OSCIP/CEBAS quando aplicável).
- Aplicação do MROSC(Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil) nas parcerias com o poder público.
- Compliance contábil e auditoria independente — pré-requisito para capital institucional e multilateral.
- Política de propriedade intelectual e de dados de pesquisa.
11.3 Conformidade normativa internacional (o diferencial)
O Centro será desenhado, desde a estruturação, em aderência à ISO 17298(biodiversidade na estratégia e operações) e à ISO 14001(gestão ambiental), produzindo dados de biodiversidade comparáveis e auditáveis. Essa aderência converte cada hectare manejado em evidência certificável — base para crédito de carbono, crédito de biodiversidade e acesso a finanças verdes.
12 MODELO FINANCEIRO E PLANO DE SUSTENTABILIDADE
O que se pede, no que se aplica e o que acontece depois que o aporte inicial acaba? A resposta é um financiamento misto na entrada e múltiplas receitas próprias na operação.
12.1 O pedido — rodada catalítica
Solicita-se uma rodada catalítica de R$ 5 milhões, ao longo de 3 anos(≈ US$ 965 mil, ao câmbio de referência). É a camada 1 do financiamento misto: pequena o bastante para sair de um ou dois âncoras; grande o bastante para tornar o Centro operante e auditável — e de-riscar todas as rodadas seguintes.
| R$ 5 mi
aporte total da rodada · 3 anos |
≈ US$ 965 mil
equivalente em dólares (referência) |
Camada 1
de um arranjo blended finance |
|---|
12.2 Orçamento por pacote de trabalho
| Pacote de trabalho | Valor (R$) | % | Aplicação principal |
|---|---|---|---|
| WP1 — Governança e Gestão | 600 mil | 12% | Conselhos, estatuto, plano diretor, captação |
| WP2 — Diagnóstico e Infraestrutura | 1,60 mi | 32% | Inventário, mapeamento, infraestrutura |
| WP3 — Pesquisa, Living Lab e Demonstração | 1,05 mi | 21% | Parcelas, protocolos, dados, campos |
| WP4 — Educação e Campus Aberto | 600 mil | 12% | Trilhas, viveiro-escola, visitantes |
| WP5 — Observatório e Dados | 400 mil | 8% | Plataforma, indicadores públicos |
| WP6 — Comunicação e Internacional | 350 mil | 7% | Articulação multilateral, comunicação |
| Reserva técnica | 400 mil | 8% | Contingência |
| Total | 5,00 mi | 100% | — |
12.3 Orçamento por natureza
| Natureza | Valor (R$) | % |
|---|---|---|
| CAPEX — implantação (infraestrutura, equipamentos, áreas, dados) | 2,15 mi | 43% |
| OPEX — operação (equipe técnica, científica e educacional, manejo, plataforma) | 2,45 mi | 49% |
| Reserva técnica | 0,40 mi | 8% |
| Total | 5,00 mi | 100% |
12.4 Distribuição por ano
| Ano | Aporte (R$) | % | Foco do ano |
|---|---|---|---|
| Ano 1 | 2,0 mi | 40% | Governança, estrutura jurídica e infraestrutura de base |
| Ano 2 | 1,7 mi | 34% | Living Lab, campus aberto e demonstração tecnológica |
| Ano 3 | 1,3 mi | 26% | Observatório, publicações e virada de sustentabilidade |
| Total | 5,0 mi | 100% | — |
12.5 Arquitetura de financiamento misto (blended finance)
Nenhuma fonte isolada sustenta uma infraestrutura desta natureza. A proposta combina quatro camadas de capital com perfis distintos de risco e retorno:
| Camada | Fonte | Papel |
|---|---|---|
| Catalítica | Filantropia, fundações, editais (FINEP, fundos socioambientais) | Financia bens públicos: pesquisa, diagnóstico, formação |
| De impacto | Investidores de impacto, fundos temáticos | Financia infraestrutura com retorno via receitas próprias |
| Mercados ambientais | Crédito de carbono e de biodiversidade | Monetiza o resultado regenerativo gerado no território |
| Corporativa | Patrocínio e P&D de empresas e agtechs | Financia o showroom e a validação tecnológica |
12.6 Receitas próprias e a virada de sustentabilidade
Cinco fontes de receita própria assumem progressivamente a operação:
- Educação — cursos, residências, imersões e certificações.
- Serviços técnicos — validação tecnológica e consultoria de implantação a empresas.
- Turismo técnico-científico — visitação, eventos e experiências educacionais.
- Mercados ambientais — crédito de carbono e de biodiversidade gerados no território.
- Convênios e cooperação — parcerias com universidades, governos e organismos internacionais.
Tese de sustentabilidade: depois do ano 3, a dependência de capital catalítico cai e as receitas próprias — sobretudo educação, serviços e mercados ambientais — assumem a operação. O Observatório (Fase 6) e a Rede de Réplica (Fase 7) são, além de entregas de impacto, produtos escaláveis de receita.
12.7 Mapa de fontes de financiamento e receita (Brasil e mundo)
A sustentabilidade do Centro apoia-se em um leque amplo de fontes, combinadas por pacote de trabalho. Reúnem-se a seguir as principais fontes de receita própria, de fomento nacional, de fomento e investimento internacional e de mercados ambientais aplicáveis a um centro de pesquisa, demonstração e formação em agrofloresta e regeneração.
12.7.1 Receitas próprias do Centro
| Fonte de receita | Descrição |
|---|---|
| Educação e certificação | Cursos, residências, imersões, certificações e formação a distância |
| Serviços técnicos | Validação tecnológica, consultoria e assessoria de implantação a empresas e produtores |
| Turismo técnico-científico | Visitação, eventos e experiências educacionais de base regenerativa |
| Viveiro e bioinsumos | Venda de mudas, sementes e bioinsumos produzidos no território |
| Licenciamento de método e PI | Royalties de tecnologias validadas e licenciamento da metodologia de réplica |
| Convênios e cooperação | Acordos com universidades, governos e organismos internacionais |
| Publicações e dados | Publicações técnicas, relatórios e serviços de dados do Observatório |
12.7.2 Fomento e financiamento nacional (Brasil)
| Fonte | Natureza | Aplicação ao Centro |
|---|---|---|
| FINEP | Subvenção e crédito à inovação | P&D, tecnologia e infraestrutura de pesquisa |
| FAPESP | Fomento estadual (SP) à pesquisa | Projetos temáticos, PIPE, BIOTA e bolsas |
| CNPq / CAPES | Fomento federal à pesquisa e bolsas | Pesquisadores, pós-graduação e residências |
| Embrapii | PD&I cofinanciada com empresas | Desenvolvimento tecnológico aplicado |
| BNDES — Fundo Clima | Crédito e recursos não reembolsáveis | Restauração, baixo carbono e infraestrutura verde |
| Funbio | Gestão de recursos para biodiversidade | Editais e fundos socioambientais |
| FNMA / Floresta+ (PSA) | Fomento e pagamento por serviços ambientais | Remuneração por serviços ecossistêmicos |
| Lei do Bem | Incentivo fiscal a P&D | Dedução de investimentos em inovação (via parceiros) |
| Crédito rural sustentável (Pronaf / BB) | Crédito | Cadeias produtivas regenerativas e agrofloresta |
| Sebrae / Sistema S (Senar) | Fomento a negócios e formação | Cadeias produtivas e capacitação |
| Fundações empresariais (Boticário, Itaú, Arapyaú , iCS ) | Filantropia e editais | Projetos socioambientais e de clima |
| Títulos verdes / debêntures | Mercado de capitais | Captação para infraestrutura sustentável |
12.7.3 Fomento e investimento internacional
| Fonte | Natureza | Aplicação ao Centro |
|---|---|---|
| GEF — Global Environment Facility | Fundo multilateral de meio ambiente | Biodiversidade, uso da terra e clima |
| Green Climate Fund (GCF) | Fundo climático da ONU | Mitigação, adaptação e restauração |
| FAO, PNUD, Banco Mundial, IICA, FIDA | Cooperação multilateral | Assistência técnica e cofinanciamento de projetos |
| BID e BID Lab | Banco e laboratório de inovação | Investimento e inovação socioambiental |
| CAF | Banco de desenvolvimento da América Latina | Infraestrutura verde e desenvolvimento |
| LEAF Coalition / NICFI (Noruega) | Financiamento de floresta e carbono | Conforme bioma e jurisdição |
| Filantropia (Bezos Earth Fund, Moore, Rockefeller, CIFF, IKEA, ClimateWorks ) | Doações filantrópicas | Clima, biodiversidade e restauração |
| Fundos de capital natural / impacto ( Mirova , &Green, responsAbility ) | Investimento de impacto | Agrofloresta e uso sustentável da terra |
| Cooperação bilateral (GIZ/ KfW , AFD, JICA) | Cooperação técnica e financeira | Restauração e bioeconomia |
| União Europeia ( Horizon Europe , DeSIRA ) | Fomento à pesquisa e inovação | Parcerias científicas internacionais |
12.7.4 Mercados ambientais (carbono e biodiversidade)
| Mercado | Padrão / marco | Aplicação ao Centro |
|---|---|---|
| Carbono — mercado voluntário | Verra/VCS, Gold Standard, ART/TREES | Créditos de remoção e conservação |
| Carbono — mercado regulado (Brasil) | SBCE — Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (Lei 15.042/2024) | Elegibilidade de projetos do território |
| Crédito de biodiversidade | Mercados emergentes alinhados a TNFD e Kunming-Montreal | Monetização de resultados de biodiversidade |
| Pagamento por serviços ambientais (PSA) | Política Nacional de PSA (Lei 14.119/2021) | Remuneração por serviços ecossistêmicos |
| A elegibilidade a cada fonte depende do bioma, da jurisdição, do enquadramento jurídico da organização e dos critérios de cada edital ou fundo. A estratégia recomendada é combinar, por pacote de trabalho, fomento não reembolsável (bens públicos), investime nto de impacto (infraestrutura), receitas próprias (operação) e mercados ambientais (resultado regenerativo) — coerente com a arquitetura de financiamento misto da Seção 12.5. |
|---|
13 INDICADORES DE IMPACTO E MONITORAMENTO
Metas até 2035, organizadas por dimensão e ancoradas em agendas internacionais:
| Dimensão | Meta até 2035 | Alinhamento |
|---|---|---|
| Conhecimento | 100 pesquisas aplicadas concluídas e publicadas | ODS 9 e 17 |
| Rede acadêmica | 20 universidades parceiras (nacionais e internacionais) | ODS 17 |
| Inovação | 200 empresas participantes · 50 tecnologias validadas | ODS 9 |
| Formação | 10.000 estudantes formados · 100.000 visitantes recebidos | ODS 4 |
| Ambiente | 1 milhão de árvores monitoradas ou implantadas | GBF 30x30 · ODS 13 e 15 |
| Território | 50 municípios impactados | Planaveg · ODS 11 |
Método de mensuração (M&E): a linha de base é estabelecida na Fase 2; o monitoramento contínuo ocorre via Living Lab (Fase 3); os indicadores públicos são divulgados no Observatório (Fase 6). Os indicadores ambientais serão produzidos em aderência à ISO 17298, garantindo comparabilidade internacional e auditabilidade. Relatórios anuais consolidam o avanço de cada meta.
14 QUADRO LÓGICO (LOGICAL FRAMEWORK)
Síntese da lógica de intervenção segundo o método do quadro lógico, adotado por organismos multilaterais e fundos internacionais.
| N ível | Indicador-chave | Meio de verificação | Pressupostos |
|---|---|---|---|
| Impacto | Referência latino-americana consolidada até 2035 | Reconhecimento institucional; rede de parceiros | Estabilidade das agendas climáticas e de biodiversidade |
| Objetivo geral | Infraestrutura permanente e financeiramente sustentável | Demonstrativos financeiros; receitas próprias | Acesso ao financiamento misto previsto |
| Resultados | Living Lab, campus e observatório operantes | Relatórios anuais; indicadores públicos | Diagnóstico e infraestrutura concluídos |
| Produtos | Entregáveis dos WP1–WP6 | Marcos M1–M6; entregáveis verificáveis | Execução conforme cronograma e orçamento |
15 ANÁLISE DE RISCOS E MITIGAÇÃO
| Risco | Prob . | Impacto | Mitigação |
|---|---|---|---|
| Dependência de fonte única de capital | Média | Alto | Financiamento misto em quatro camadas (Seção 12) |
| Atraso na captação inicial | Média | Médio | Faseamento por WP; entregas modulares |
| Volatilidade dos mercados de carbono/biodiversidade | Média | Médio | Receita diversificada; mercados como camada, não base |
| Eventos climáticos | Alta | Médio | Janelas operacionais; a agrofloresta aumenta resiliência |
| Descontinuidade de política pública | Média | Médio | Independência via receitas próprias; parcerias multilaterais |
| Rotatividade de equipe técnica | Baixa | Médio | Capital intelectual institucional; residências internas |
16 ALINHAMENTO COM AGENDAS GLOBAIS
O Centro não é apenas compatível com as principais agendas internacionais — é uma plataforma de implementação delas:
- ISO 17298 (2025) — caso de referência para incorporação de biodiversidade em estratégia e operações.
- ISO 14001 / ISO 26000 — gestão ambiental e responsabilidade social.
- Marco Global de Biodiversidade ( Kunming -Montreal) — contribuição direta à meta 30x30 e à restauração de ecossistemas.
- TNFD — geração de dados sobre dependências e impactos relacionados à natureza.
- ODS da ONU — 4 (educação), 9 (inovação), 11 (comunidades), 13 (clima), 15 (vida terrestre), 17 (parcerias).
- Planaveg 2.0 / NDC do Brasil — modelo replicável para a meta nacional de 12 milhões de hectares.
17 RESULTADOS ESPERADOS E LEGADO
Curto prazo (Anos 0–2): estrutura institucional, governança e diagnóstico territorial implantados; Living Lab e Campus Aberto em operação.
Médio prazo (Anos 3–5): produção científica consistente, Observatório operante, primeiras certificações e início da rede de réplica; receitas próprias assumindo parte crescente da operação.
Longo prazo (Anos 6–10): Centro consolidado como referência latino-americana; metodologia replicada em territórios parceiros; sustentabilidade financeira madura.
Ao final da primeira década, o Sítio São Sebastião será reconhecido nacional e internacionalmente como infraestrutura estratégica de conhecimento — ponto de convergência entre agrofloresta, ciência, inovação, educação e desenvolvimento territorial, oferecendo soluções concretas para os desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI.
| Um centro de pesquisa: um território vivo de teste, demonstração e compartilhamento do futuro. |
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18 CONCLUSÃO E PRÓXIMOS PASSOS
A convergência é rara e tem prazo: existe um padrão internacional novo (ISO 17298), um volume sem precedentes de capital buscando ativos de natureza, um mercado de agrofloresta em expansão liderando seu setor, e um país-chave com meta de restauração e um território já operante pronto para se tornar referência.
O que se propõe não é financiar uma ideia. É estruturar um sistema — com governança robusta, conformidade internacional, receitas próprias e impacto mensurável — que transforma um legado consolidado em plataforma de inovação para as próximas gerações.
Próximo passo proposto: assinatura do Memorando de Entendimento e composição do Conselho Estratégico e do Comitê Científico (Fase 1 / WP1), abrindo a estruturação do arranjo de financiamento misto e a liberação da primeira tranche da rodada catalítica.
REFERÊNCIAS
INSTITUTO NOVA ERA (org.). Obra sobre o conhecimento de Ernst Götsch e a agricultura sintrópica, em coautoria com Ernst Götsch: edição internacional. [S. l.: s. n.].
INSTITUTO NOVA ERA (org.). Obra sobre o conhecimento de Ernst Götsch e a agricultura sintrópica, em coautoria com Ernst Götsch: edição brasileira. Brasil: [s. n.].
AFNOR INTERNATIONAL. ISO 17298: a universal approach to integrating biodiversity into organizational strategies. Paris: AFNOR, 2025.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa — Planaveg 2.0. Brasília: MMA, 2024.
CONVENTION ON BIOLOGICAL DIVERSITY (CBD). Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework. Montreal: CBD, 2022.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION (ISO). ISO 17298:2025: biodiversity — considering biodiversity in the strategy and operations of organizations. Genebra: ISO, 2025.
PRECEDENCE RESEARCH. Regenerative agriculture market size 2025 to 2034. [S. l.]: Precedence Research, 2025.
TASKFORCE ON NATURE-RELATED FINANCIAL DISCLOSURES (TNFD). Recommendations of the TNFD. [S. l.]: TNFD, 2023.
WORLD ECONOMIC FORUM (WEF). The future of nature and business. Genebra: WEF, 2020.
WORLD ECONOMIC FORUM (WEF). Global risks report 2024. Genebra: WEF, 2024.
WORLD RESOURCES INSTITUTE (WRI). Brazil announces goal of restoring degraded land by 2030. Washington: WRI, 2024.
Consultoria Eleva-D Consultoria em Governança, Inovação e Captação de Recursos