BioCERNE · Plano de Trabalho 2026–2035
Instituto Nova Dimensão

BioCERNE

Centro de Estudos Regenerativos da Nova Era
Pesquisa aplicada em agrofloresta, bioeconomia e desenvolvimento territorial regenerativo.

Plano de Trabalho
Master Plan 2026–2035
Sítio São Sebastião
Terra Roxa · São Paulo · Brasil
Proponente
Instituto Nova Dimensão
Elaboração técnica
ElevaD Consultoria
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BioCERNE Centro de Estudos Regenerativos da Nova Era PLANO DE TRABALHO Plano de trabalho estruturado segundo padrões internacionais de gestão de projetos (estrutura de pacotes de trabalho, quadro lógico, marcos, orçamento e monitoramento), elaborado para apresentação a investidores, organismos multilaterais, universidades e parceiros institucionais, com vistas à estruturação, ao financiamento e à implantação de um centro de pesquisa aplicada em agrofloresta, bioeconomia e desenvolvimento territorial regenerativo, alinhado às normas internacionais de gestão da biodiversidade. Proponente: Instituto Nova Dimensão Elaboração técnica: ElevaD Consultoria Terra Roxa — São Paulo — Brasil 2026

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SUMÁRIO 1 Sumário executivo .......................................................................................................... 4 2 Apresentação institucional e do território .................................................................... 5 3 Contexto e justificativa ................................................................................................... 7 4 Posicionamento e identidade institucional ................................................................. 11 5 Diferenciais estratégicos (o fosso competitivo) ......................................................... 12 6 Visão, missão e objetivos............................................................................................. 14 7 Modelo de atuação: os cinco pilares ........................................................................... 16 8 Plano de trabalho: pacotes de trabalho (WP) ............................................................. 19 9 Fases de implementação .............................................................................................. 23 10 Cronograma geral ....................................................................................................... 25 11 Governança e conformidade ...................................................................................... 26 12 Modelo financeiro e plano de sustentabilidade ........................................................ 28 13 Indicadores de impacto e monitoramento................................................................. 32 14 Quadro lógico (logical framework) ............................................................................ 34 15 Análise de riscos e mitigação .................................................................................... 35 16 Alinhamento com agendas globais ........................................................................... 36 17 Resultados esperados e legado................................................................................. 37 18 Conclusão e próximos passos................................................................................... 38 Referências ........................................................................................................................ 39

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1 Sumário Executivo

O Sítio São Sebastião, em Terra Roxa/SP, será estruturado como o BioCERNE — Centro de Estudos Regenerativos da Nova Era: uma infraestrutura estratégica de conhecimento que integra, em um único território vivo e operante, pesquisa científica aplicada, validação tecnológica, formação humana e desenvolvimento territorial em sistemas agroflorestais e regenerativos. O problema. Mais da metade do PIB mundial — cerca de US$ 44 trilhões — depende da natureza, e a perda de biodiversidade já figura entre os três maiores riscos globais da década. O mundo fixou metas (restaurar 30% dos ecossistemas degradados até 2030) e, pela primeira vez, dispõe de um padrão internacional para incorporá-la — a ISO 17298, publicada em outubro de 2025. Falta o que sempre faltou: infraestrutura permanente capaz de transformar compromisso em método replicável e auditável. A oportunidade. O Brasil é a nação mais biodiversa do planeta e assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 (Planaveg 2.0), tendo a agrofloresta como método central. A transição para uma economia nature-positive representa, segundo o Fórum Econômico Mundial, US$ 10,1 trilhões em oportunidades de negócio e 395 milhões de empregos até 2030. O mercado global de agricultura regenerativa cresce a dois dígitos ao ano — e a agrofloresta é o seu maior segmento. A solução. Não uma fazenda experimental, mas uma infraestrutura estratégica de conhecimento: um território que já opera com sistemas agroflorestais consolidados, no coração do maior polo agroindustrial do país, capaz de desenvolver, validar, demonstrar e ensinar soluções em padrão internacional — alinhado à ISO 17298, à ISO 14001 e ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. O modelo de execução. O plano se organiza em cinco pilares (pesquisa, inovação, educação, desenvolvimento territorial e internacionalização), sete fases de implantação e seis pacotes de trabalho com entregáveis, marcos e orçamento definidos, ao longo de uma década (2026–2035).

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O pedido. Uma rodada catalítica de R$ 5 milhões em 3 anos (≈ US$ 965 mil) — a camada 1 de um arranjo de financiamento misto (blended finance) — torna o Centro operante e auditável, conclui o diagnóstico territorial e o Living Lab, lança o campus e o observatório, e de-risca todas as rodadas seguintes. Após o ano 3, receitas próprias e mercados ambientais assumem a operação. R$ 5 mi rodada catalítica · 3 anos (≈ US$ 965 mil)

5 pilares
7 fases · 6 pacotes de trabalho
2035
referência latino-americana do setor
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2 Apresentação Institucional E Do Território

2.1 O proponente — Instituto Nova Dimensão

O Instituto Nova Dimensão é a organização proponente e responsável institucional pelo Centro. Acumula trajetória reconhecida em frentes diretamente relevantes ao projeto:

    educação ambiental, tecnologias sociais e desenvolvimento territorial aplicado.

      produção de conteúdo técnico e disseminação de conhecimento para diferentes públicos e territórios. Esse acervo de autoridade técnica é determinante para o investidor: o projeto carrega trajetória comprovada, não apenas intenção.

      2.2 O legado de conhecimento — a obra sobre Ernst Götsch (Instituto Nova

      Era) Soma-se ao projeto um ativo de conhecimento singular: o Instituto Nova Era é responsável pela compilação e publicação da única obra existente sobre o conhecimento de Ernst Götsch — principal referência mundial da agricultura sintrópica e agroflorestal —, escrita em conjunto com o próprio Götsch. Trata-se de um registro biográfico e técnico sem equivalente, que consolida o ecossistema do projeto como polo de conhecimento regenerativo e confere autoridade técnica difícil de replicar. A obra possui edição internacional e edição brasileira, ambas consideradas neste plano como referência intelectual fundadora do Centro (ver Referências).

      2.3 A elaboração técnica — ElevaD Consultoria

      A estruturação técnica deste Plano de Trabalho — modelagem institucional, arquitetura de financiamento, governança, conformidade normativa, plano de monitoramento e organização em pacotes de trabalho — é de responsabilidade da ElevaD Consultoria, que assina a elaboração do documento.

      2.4 O território — Sítio São Sebastião

      O Sítio São Sebastião, em Terra Roxa/SP, é mais do que uma propriedade rural: é um território com histórico e experiência prática consolidados, situado em

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posição estratégica e com ativos produtivos já em operação. Reúne as condições raras de servir, simultaneamente, como base de pesquisa, vitrine de tecnologia e campus de formação — o que o habilita a se tornar um laboratório vivo de referência nacional e internacional.

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3 Contexto E Justificativa

Durante a maior parte da história econômica, a biodiversidade foi tratada como externalidade — algo fora da planilha. Isso acabou. A leitura institucional dominante hoje é que metade da economia mundial depende de ecossistemas funcionais, e que seu colapso é um risco material, não moral. Três números resumem a virada: US$ 44 tri do PIB global dependem da natureza US$ 10,1 tri em oportunidades nature-positive até 2030 12 mi ha meta de restauração do Brasil até 2030

3.1 O cenário global: a natureza virou tese de risco financeiro

    altamente da natureza.

      maiores riscos globais da próxima década, com potencial de reduzir o PIB mundial em até US$ 2,7 trilhões por ano até 2030.

        US$ 10,1 trilhões em oportunidades de negócio e 395 milhões de empregos até 2030.

        3.2 O marco regulatório: a ISO 17298 e o novo padrão internacional

        Em outubro de 2025, a ISO publicou a ISO 17298 (Biodiversity: Considering biodiversity in the strategy and operations of organizations), a primeira Norma Internacional dedicada a orientar organizações na incorporação da biodiversidade em sua estratégia, operações e decisões. Desenvolvida pelo Comitê Técnico ISO/TC 331, com especialistas de mais de 60 países, ela:

          municípios, ONGs — de qualquer porte e setor;

            social);

              Financial Disclosures);

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    Montreal e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A virada conceitual deste projeto: ele deixa de ser percebido como iniciativa agrícola e passa a ser lido como um Centro de P&D alinhado às mais recentes normas internacionais de biodiversidade — capaz de produzir dados de biodiversidade críveis e comparáveis, exatamente o tipo de dado que informa decisões de investimento e destrava acesso a finanças verdes.

    3.3 O marco político: existe uma janela, e ela tem prazo

    O Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado por 195 países, estabeleceu 23 metas para 2030, entre elas proteger 30% das áreas terrestres e marinhas e restaurar 30% dos ecossistemas degradados (a meta “30x30”), e mobilizar US$ 200 bilhões por ano para biodiversidade até 2030. Estima-se que os fluxos financeiros para biodiversidade precisem saltar para US$ 700 bilhões a US$ 1 trilhão por ano até 2030 — um volume sem precedentes de capital buscando exatamente o tipo de solução que este Centro desenvolve, valida e ensina.

    3.4 O ângulo Brasil: o país certo, na hora certa

      espécies conhecidas.

        milhões de hectares até 2030, com potencial de gerar mais de 2,5 milhões de empregos.

          projetos de carbono como incentivos centrais.

            restaurar terra degradada e gerar renda simultaneamente. A lacuna que o Centro preenche: o Brasil tem a meta, a biodiversidade e o método — mas dispõe de pouquíssima infraestrutura permanente de pesquisa aplicada capaz de validar, padronizar e ensinar esse método em escala e em padrão internacional. É essa infraestrutura que se propõe construir.

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3.5 O mercado: a agrofloresta lidera o segmento de maior crescimento

O mercado global de agricultura regenerativa está avaliado entre US$ 10 e 15 bilhões em 2025, com projeções que o levam a US$ 20–48 bilhões no início da próxima década, crescendo entre 14% e 18% ao ano. Indicador de mercado Situação / projeção Tamanho do mercado (2025) US$ 10–15 bilhões Projeção (início da próxima década) US$ 20–48 bilhões Crescimento anual (CAGR) 14% a 18% ao ano Participação da agrofloresta ~41% — o maior segmento de prática Segmentos de crescimento mais rápido Instituições financeiras e serviços de assessoria Dois pontos importam para a tese: a agrofloresta é o maior segmento de prática do mercado, e a demanda que mais cresce é por conhecimento, validação e certificação — exatamente o produto central deste Centro.

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4 Posicionamento E Identidade Institucional

O Sítio não será apresentado como uma fazenda experimental tradicional. Será estruturado como um território permanente de experimentação, aprendizado e validação tecnológica, dedicado a soluções para segurança alimentar e mudanças climáticas, recuperação de solos e conservação hídrica, bioeconomia e agricultura regenerativa, educação ambiental e desenvolvimento regional. Três naturezas em um só ativo: Natureza Função Para quem gera valor Laboratório vivo Pesquisa aplicada e geração de dados auditáveis Universidades, governos, organismos multilaterais Showroom de inovação Validação e demonstração de tecnologia em campo real Agtechs, agronegócio, investidores Campus aberto

Formação e disseminação de
método replicável
Estudantes, produtores,
gestores, redes de réplica
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5 Diferenciais Estratégicos (O Fosso Competitivo)

Quatro diferenciais, difíceis de replicar, reduzem o risco de execução e sustentam a tese de investimento.

5.1 Localização privilegiada

Inserido no eixo Ribeirão Preto–Terra Roxa, no coração da maior região agroindustrial do Brasil, com proximidade física de Agrishow, Embrapa, USP, FATEC e IFSP, além de acesso a cooperativas, grandes grupos do agronegócio e ecossistemas de inovação. Isso significa acesso imediato a parceiros, talento, mercado-teste e visibilidade.

5.2 Legado técnico já operante

O território não parte de uma hipótese teórica. Já possui sistemas agroflorestais implantados e áreas produtivas em plena operação, áreas de reflorestamento estabelecidas com histórico documentado de monitoramento contínuo e manejo técnico ao longo dos anos. É base real, não teórica — experiência prática acumulada que fundamenta o projeto com dados concretos e resultados mensuráveis, reduzindo drasticamente o risco de execução.

5.3 Capital intelectual consolidado

A trajetória do Instituto Nova Dimensão em agroflorestas, educação ambiental, tecnologias sociais e formação comunitária, somada à autoria, pelo Instituto Nova Era, da única obra publicada sobre o conhecimento de Ernst Götsch — escrita em conjunto com o próprio Götsch, referência mundial da agricultura sintrópica —, confere ao projeto autoridade técnica reconhecida e difícil de replicar.

5.4 Alinhamento normativo de vanguarda

Poucas iniciativas no mundo já nascem desenhadas para a ISO 17298. Esta nasce — o que a posiciona como caso de referência para a própria implementação da norma, um ativo reputacional difícil de replicar e diretamente conversível em acesso a finanças verdes.

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6 Visão, Missão E Objetivos

6.1 Visão 2035

Ser reconhecido, nacional e internacionalmente, como o principal centro latino-americano de pesquisa aplicada, demonstração tecnológica e formação em sistemas agroflorestais e regenerativos, e como referência em desenvolvimento territorial regenerativo no Brasil e na América Latina.

6.2 Missão

Desenvolver, validar e disseminar soluções inovadoras que integrem ciência, produção e educação para a transformação territorial sustentável, atuando sobre agrofloresta e agricultura sintrópica, bioeconomia tropical, regeneração ambiental e recuperação de solos, e desenvolvimento territorial regenerativo — conectando conhecimento científico à prática produtiva e ao desenvolvimento regional.

6.3 Objetivos estratégicos

    replicáveis, formação humana e modelos de desenvolvimento territorial sustentável.

      inovação e desenvolvimento territorial em um único território vivo e operante.

        estratégicas — construir parcerias multidisciplinares e multissetoriais com universidades, empresas, governos e redes internacionais.

        6.4 Objetivo geral e objetivos específicos

        Objetivo geral: implantar e consolidar, em dez anos, uma infraestrutura
        biodiversidade.

        permanente de pesquisa aplicada, demonstração e formação em agrofloresta e regeneração, financeiramente sustentável e alinhada às normas internacionais de

          internacional do Centro.

            dados e visitação.

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    monitoramento contínuos.

      de educação.

        Brasileiro da Agrofloresta.

          financeira.

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7 Modelo De Atuação: Os Cinco Pilares

7.1 Pilar 1 — Pesquisa Aplicada

Produção de conhecimento científico orientado a resultados práticos, em três linhas prioritárias:

    sintrópicos com foco em produtividade, biodiversidade funcional e resiliência climática.

      degradados, manejo hídrico, sequestro de carbono e restauração de ecossistemas produtivos.

        em biodiversidade funcional, bioinsumos e cadeias produtivas regenerativas tropicais.

        7.2 Pilar 2 — Inovação e Tecnologia

        O território como ambiente permanente de validação tecnológica:

          inteligentes, agricultura de precisão, inteligência artificial e automação agrícola.

            irrigação inteligente, monitoramento remoto e equipamentos regenerativos em condições reais de campo.

              soluções no território, transformando o Centro em referência nacional de inovação aplicada.

              7.3 Pilar 3 — Educação e Formação

              Trilhas formativas contínuas e personalizadas:

                universidades e pós-graduação; pesquisadores, produtores rurais, gestores públicos e comunidades locais.

                  residências, imersões no território, estágios supervisionados e extensão universitária, com formação prática integrada à pesquisa aplicada.

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7.4 Pilar 4 — Desenvolvimento Territorial

Conhecimento convertido em impacto regional:

    locais e dinamização das cadeias produtivas regenerativas.

      estudantes e gestores por meio de visitas técnicas, imersões e eventos de demonstração.

        produção, beneficiamento, comercialização e impacto socioambiental positivo.

        7.5 Pilar 5 — Internacionalização

        Inserção em redes globais de conhecimento e financiamento:

          Mundial e IICA.

            comunidades de prática internacionais.

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8 Plano De Trabalho: Pacotes De Trabalho (Wp)

Seguindo a prática internacional de gestão de projetos, a execução é organizada em pacotes de trabalho (Work Packages — WP), cada um com objetivo, atividades, entregáveis, marcos e orçamento próprios, articulados às sete fases de implementação. A modularidade permite que diferentes financiadores adotem diferentes pacotes — estrutura preferida por organismos multilaterais e fundos. WP Pacote de trabalho Fases Orçamento

WP1
Governança e Gestão
Fase 1
R$ 0,60 mi
WP2
Diagnóstico Territorial e Infraestrutura
Fases 2 e 4
R$ 1,60 mi
WP3
Pesquisa, Living Lab e Demonstração
Fases 3 e 5
R$ 1,05 mi
WP4
Educação e Campus Aberto
Fase 4
R$ 0,60 mi
WP5
Observatório, Dados e Indicadores
Fase 6
R$ 0,40 mi
WP6
Comunicação e Relações Internacionais
Transversal
R$ 0,35 mi
Reserva técnica
Transversal
R$ 0,40 mi
Total da rodada catalítica
3 anos
R$ 5,00 mi
modelo já estará validado e de-riscado.

A Fase 7 (Rede Nacional de Territórios Regenerativos) é deliberadamente posicionada após a rodada catalítica de três anos, a ser financiada pelas receitas próprias já em operação e pelas camadas de impacto e corporativa — quando o

8.1 WP1 — Governança e Gestão

Objetivo: constituir a base institucional, jurídica e de conformidade do Centro.

    Estratégico, do Comitê Científico e do Comitê de Inovação; elaboração do plano diretor e da identidade institucional; plano de captação.

      instalados; plano diretor; plano de captação.

        operante. Orçamento: R$ 0,60 mi (12%).

        8.2 WP2 — Diagnóstico Territorial e Infraestrutura

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Objetivo: produzir a linha de base científica e implantar a infraestrutura de pesquisa e visitação.

    diagnóstico hídrico e de biodiversidade; linha de base de indicadores; obras de infraestrutura de pesquisa, viveiro-escola e centro de visitantes.

      diagnóstico territorial completo; base cartográfica georreferenciada; linha de base (aderente à ISO 17298); infraestrutura física implantada.

        Orçamento: R$ 1,60 mi (32%).

        8.3 WP3 — Pesquisa, Living Lab e Demonstração

        Objetivo: operar a pesquisa aplicada e a demonstração tecnológica em condições reais.

          protocolos de pesquisa; banco de dados e sistema de monitoramento; campos demonstrativos e showroom tecnológico permanente.

            campos demonstrativos; primeiras publicações.

              Orçamento: R$ 1,05 mi (21%).

              8.4 WP4 — Educação e Campus Aberto

              Objetivo: formar pessoas e disseminar método.

                trilhas educativas temáticas; viveiro-escola e espaços demonstrativos; programas de visitas, cursos, residências e extensão universitária.

                  visitantes; programas de formação ativos.

                    mi (12%).

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8.5 WP5 — Observatório, Dados e Indicadores

Objetivo: tornar público e comparável o conhecimento gerado.

    contínua de indicadores ambientais, produtivos e sociais; relatórios anuais e publicações técnico-científicas.

      públicos; relatório anual.

        mi (8%).

        8.6 WP6 — Comunicação e Relações Internacionais

        Objetivo: posicionar o Centro e articular parcerias e financiamento.

          PNUD, Banco Mundial, IICA, CIFOR e universidades; estruturação do arranjo de financiamento misto.

            intenção/parcerias internacionais.

              0,35 mi (7%).

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9 Fases De Implementação

As sete fases detalham a sequência de execução dos pacotes de trabalho ao longo da década. Fase 1 — Estruturação Institucional (0–6 meses). Memorando de Entendimento; Conselho Estratégico; Comitê Científico e de Inovação; plano diretor, identidade institucional e plano de captação de recursos e parcerias. Fase 2 — Diagnóstico Científico Territorial (6–12 meses). Inventário ambiental e produtivo completo; mapeamento georreferenciado; linha de base dos indicadores; diagnóstico hídrico e de biodiversidade. Fase 3 — Living Lab Agroflorestal (Ano 1). Áreas experimentais com diferentes sistemas agroflorestais; protocolos de pesquisa padronizados; banco de dados e monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho. Fase 4 — Campus Aberto de Educação (Ano 1–2). Trilhas educativas temáticas; viveiro-escola e espaços demonstrativos; centro de visitantes para estudantes, pesquisadores e público geral. Fase 5 — Centro de Demonstração Tecnológica (Ano 2). Campos demonstrativos com tecnologias regenerativas em escala real; showroom tecnológico permanente (sensores, IA agrícola, bioinsumos, irrigação inteligente, equipamentos regenerativos). Fase 6 — Observatório Brasileiro da Agrofloresta (Ano 3). Plataforma digital pública com dados, pesquisas e mapas; indicadores públicos de acesso aberto; relatórios anuais e publicações técnico-científicas. Fase 7 — Rede Nacional de Territórios Regenerativos (Ano 4–5). Metodologia replicável documentada; formação de núcleos parceiros regionais; programas de certificação para práticas agroflorestais e regenerativas com reconhecimento nacional.

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10 Cronograma Geral

Distribuição das linhas de ação ao longo da década (● em operação · ●● fase de pico): Linha de ação A0 A1 A2 A3 A4 A5 6–10 Governança e gestão (WP1) ●● ● ● ● ● ● ● Diagnóstico e infraestrutura (WP2) ●● ● ● Pesquisa / Living Lab / Demonstração (WP3) ●● ●● ●● ● ● ● Educação / Campus aberto (WP4) ● ●● ●● ●● ●● ●● Observatório / Dados (WP5) ●● ●● ●● ●● Comunicação / Internacional (WP6) ● ● ● ●● ●● ●● ●● Rede de réplica / Certificação (Fase 7) ●● ●● ●●

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11 Governança E Conformidade

A credibilidade internacional do Centro depende tanto da ciência quanto da estrutura de governança e da conformidade jurídica. Esta seção responde à pergunta que todo financiador faz: quem decide, com qual controle, sob qual regime legal?

11.1 Estrutura decisória

    contas, com representantes de ciência, inovação, setor produtivo e sociedade civil.

      resultados.

        trabalho.

          11.2 Conformidade e instrumentos jurídicos

            (qualificações como OSCIP/CEBAS quando aplicável).

              Civil) nas parcerias com o poder público.

                institucional e multilateral.

                  11.3 Conformidade normativa internacional (o diferencial)

                  O Centro será desenhado, desde a estruturação, em aderência à ISO 17298 (biodiversidade na estratégia e operações) e à ISO 14001 (gestão ambiental), produzindo dados de biodiversidade comparáveis e auditáveis. Essa aderência converte cada hectare manejado em evidência certificável — base para crédito de carbono, crédito de biodiversidade e acesso a finanças verdes.

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12 Modelo Financeiro E Plano De Sustentabilidade

O que se pede, no que se aplica e o que acontece depois que o aporte inicial acaba? A resposta é um financiamento misto na entrada e múltiplas receitas próprias na operação.

12.1 O pedido — rodada catalítica

Solicita-se uma rodada catalítica de R$ 5 milhões, ao longo de 3 anos (≈ US$ 965 mil, ao câmbio de referência). É a camada 1 do financiamento misto: pequena o bastante para sair de um ou dois âncoras; grande o bastante para tornar o Centro operante e auditável — e de-riscar todas as rodadas seguintes. R$ 5 mi aporte total da rodada · 3 anos ≈ US$ 965 mil equivalente em dólares (referência)

Camada 1
de um arranjo blended finance

12.2 Orçamento por pacote de trabalho

Pacote de trabalho Valor (R$) % Aplicação principal

WP1 — Governança e Gestão
600 mil
12%
Conselhos, estatuto, plano
diretor, captação
WP2 — Diagnóstico e
Infraestrutura
1,60 mi
32%
Inventário, mapeamento,
infraestrutura
WP3 — Pesquisa, Living Lab e
Demonstração
1,05 mi
21%
Parcelas, protocolos, dados,
campos
WP4 — Educação e Campus
Aberto
600 mil
12%
Trilhas, viveiro-escola,
visitantes
WP5 — Observatório e Dados
400 mil
8%
Plataforma, indicadores
públicos
WP6 — Comunicação e
Internacional
350 mil
7%
Articulação multilateral,
comunicação
Reserva técnica
400 mil
8%
Contingência
Total
5,00 mi
100%
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12.3 Orçamento por natureza

Natureza Valor (R$) %

CAPEX — implantação (infraestrutura,
equipamentos, áreas, dados)
2,15 mi
43%
OPEX — operação (equipe técnica, científica e
educacional, manejo, plataforma)
2,45 mi
49%
Reserva técnica
0,40 mi
8%
Total
5,00 mi
100%

12.4 Distribuição por ano

Ano Aporte (R$) % Foco do ano

Ano 1
2,0 mi
40%

Governança, estrutura jurídica e infraestrutura de base

Ano 2
1,7 mi
34%

Living Lab, campus aberto e demonstração tecnológica

Ano 3
1,3 mi
26%

Observatório, publicações e virada de sustentabilidade

Total
5,0 mi
100%

12.5 Arquitetura de financiamento misto (blended finance)

Nenhuma fonte isolada sustenta uma infraestrutura desta natureza. A proposta combina quatro camadas de capital com perfis distintos de risco e retorno:

Camada
Fonte
Papel
Catalítica
Filantropia, fundações, editais
(FINEP, fundos socioambientais)
Financia bens públicos: pesquisa,
diagnóstico, formação
De impacto
Investidores de impacto, fundos
temáticos
Financia infraestrutura com
retorno via receitas próprias
Mercados
ambientais
Crédito de carbono e de
biodiversidade
Monetiza o resultado regenerativo
gerado no território
Corporativa
Patrocínio e P&D de empresas e
agtechs
Financia o showroom e a
validação tecnológica
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12.6 Receitas próprias e a virada de sustentabilidade

Cinco fontes de receita própria assumem progressivamente a operação:

    empresas.

      território.

        organismos internacionais. Tese de sustentabilidade: depois do ano 3, a dependência de capital catalítico cai e as receitas próprias — sobretudo educação, serviços e mercados ambientais — assumem a operação. O Observatório (Fase 6) e a Rede de Réplica (Fase 7) são, além de entregas de impacto, produtos escaláveis de receita.

        12.7 Mapa de fontes de financiamento e receita (Brasil e mundo)

        A sustentabilidade do Centro apoia-se em um leque amplo de fontes, combinadas por pacote de trabalho. Reúnem-se a seguir as principais fontes de receita própria, de fomento nacional, de fomento e investimento internacional e de mercados ambientais aplicáveis a um centro de pesquisa, demonstração e formação em agrofloresta e regeneração.

        12.7.1 Receitas próprias do Centro

        Fonte de receita Descrição Educação e certificação Cursos, residências, imersões, certificações e formação a distância Serviços técnicos Validação tecnológica, consultoria e assessoria de implantação a empresas e produtores Turismo técnico-científico Visitação, eventos e experiências educacionais de base regenerativa Viveiro e bioinsumos Venda de mudas, sementes e bioinsumos produzidos no território Licenciamento de método e PI Royalties de tecnologias validadas e licenciamento da metodologia de réplica

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Fonte de receita Descrição Convênios e cooperação Acordos com universidades, governos e organismos internacionais Publicações e dados Publicações técnicas, relatórios e serviços de dados do Observatório

12.7.2 Fomento e financiamento nacional (Brasil)

Fonte Natureza Aplicação ao Centro

FINEP
Subvenção e crédito à
inovação
P&D, tecnologia e infraestrutura de
pesquisa
FAPESP
Fomento estadual
(SP) à pesquisa
Projetos temáticos, PIPE, BIOTA e bolsas
CNPq / CAPES
Fomento federal à
pesquisa e bolsas
Pesquisadores, pós-graduação e
residências
Embrapii
PD&I cofinanciada
com empresas
Desenvolvimento tecnológico aplicado
BNDES — Fundo
Clima
Crédito e recursos não
reembolsáveis
Restauração, baixo carbono e
infraestrutura verde
Funbio
Gestão de recursos
para biodiversidade
Editais e fundos socioambientais
FNMA / Floresta+
(PSA)
Fomento e pagamento
por serviços
ambientais
Remuneração por serviços
ecossistêmicos
Lei do Bem
Incentivo fiscal a P&D
Dedução de investimentos em inovação
(via parceiros)
Crédito rural
sustentável (Pronaf /
BB)
Crédito
Cadeias produtivas regenerativas e
agrofloresta
Sebrae / Sistema S
(Senar)
Fomento a negócios e
formação
Cadeias produtivas e capacitação
Fundações
empresariais
(Boticário, Itaú,
Arapyaú, iCS)
Filantropia e editais
Projetos socioambientais e de clima
Títulos verdes /
debêntures
Mercado de capitais
Captação para infraestrutura sustentável
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12.7.3 Fomento e investimento internacional

Fonte Natureza Aplicação ao Centro

GEF — Global
Environment Facility
Fundo multilateral de
meio ambiente
Biodiversidade, uso da terra e clima
Green Climate Fund
(GCF)
Fundo climático da
ONU
Mitigação, adaptação e restauração
FAO, PNUD, Banco
Mundial, IICA, FIDA
Cooperação
multilateral
Assistência técnica e cofinanciamento
de projetos
BID e BID Lab
Banco e laboratório
de inovação
Investimento e inovação
socioambiental
CAF
Banco de
desenvolvimento da
América Latina
Infraestrutura verde e desenvolvimento
LEAF Coalition / NICFI
(Noruega)
Financiamento de
floresta e carbono
Conforme bioma e jurisdição
Filantropia (Bezos Earth
Fund, Moore,
Rockefeller, CIFF, IKEA,
ClimateWorks)
Doações filantrópicas
Clima, biodiversidade e restauração
Fundos de capital
natural / impacto
(Mirova, &Green,
responsAbility)
Investimento de
impacto
Agrofloresta e uso sustentável da terra
Cooperação bilateral
(GIZ/KfW, AFD, JICA)
Cooperação técnica e
financeira
Restauração e bioeconomia
União Europeia (Horizon
Europe, DeSIRA)
Fomento à pesquisa e
inovação
Parcerias científicas internacionais

12.7.4 Mercados ambientais (carbono e biodiversidade)

Mercado Padrão / marco Aplicação ao Centro

Carbono — mercado
voluntário
Verra/VCS, Gold Standard,
ART/TREES
Créditos de remoção e
conservação
Carbono — mercado
regulado (Brasil)
SBCE — Sistema Brasileiro
de Comércio de Emissões
(Lei 15.042/2024)
Elegibilidade de projetos do
território
Crédito de
biodiversidade
Mercados emergentes
alinhados a TNFD e
Kunming-Montreal
Monetização de resultados de
biodiversidade
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Mercado Padrão / marco Aplicação ao Centro

Pagamento por
serviços ambientais
(PSA)
Política Nacional de PSA
(Lei 14.119/2021)
Remuneração por serviços
ecossistêmicos

A elegibilidade a cada fonte depende do bioma, da jurisdição, do enquadramento jurídico da organização e dos critérios de cada edital ou fundo. A estratégia recomendada é combinar, por pacote de trabalho, fomento não reembolsável (bens públicos), investimento de impacto (infraestrutura), receitas próprias (operação) e mercados ambientais (resultado regenerativo) — coerente com a arquitetura de financiamento misto da Seção 12.5.

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13 Indicadores De Impacto E Monitoramento

Metas até 2035, organizadas por dimensão e ancoradas em agendas internacionais: Dimensão Meta até 2035 Alinhamento

Conhecimento
100 pesquisas aplicadas concluídas e
publicadas
ODS 9 e 17
Rede acadêmica
20 universidades parceiras (nacionais e
internacionais)
ODS 17
Inovação
200 empresas participantes · 50
tecnologias validadas
ODS 9
Formação

10.000 estudantes formados · 100.000

visitantes recebidos ODS 4

Ambiente
1 milhão de árvores monitoradas ou
implantadas
GBF 30x30 · ODS 13 e
15
Território
50 municípios impactados
Planaveg · ODS 11

Método de mensuração (M&E): a linha de base é estabelecida na Fase 2; o monitoramento contínuo ocorre via Living Lab (Fase 3); os indicadores públicos são divulgados no Observatório (Fase 6). Os indicadores ambientais serão produzidos em aderência à ISO 17298, garantindo comparabilidade internacional e auditabilidade. Relatórios anuais consolidam o avanço de cada meta.

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14 Quadro Lógico (Logical Framework)

Síntese da lógica de intervenção segundo o método do quadro lógico, adotado por organismos multilaterais e fundos internacionais. Nível Indicador-chave Meio de verificação Pressupostos

Impacto
Referência latino-
americana consolidada
até 2035
Reconhecimento
institucional; rede de
parceiros
Estabilidade das
agendas climáticas e
de biodiversidade
Objetivo geral
Infraestrutura permanente
e financeiramente
sustentável
Demonstrativos
financeiros; receitas
próprias
Acesso ao
financiamento misto
previsto
Resultados
Living Lab, campus e
observatório operantes
Relatórios anuais;
indicadores públicos
Diagnóstico e
infraestrutura
concluídos
Produtos
Entregáveis dos WP1–
WP6
Marcos M1–M6;
entregáveis
verificáveis
Execução conforme
cronograma e
orçamento
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15 Análise De Riscos E Mitigação

Risco Prob.

Impacto
Mitigação
Dependência de fonte
única de capital
Média
Alto
Financiamento misto em quatro camadas
(Seção 12)
Atraso na captação inicial
Média
Médio
Faseamento por WP; entregas
modulares
Volatilidade dos mercados
de carbono/biodiversidade
Média
Médio
Receita diversificada; mercados como
camada, não base
Eventos climáticos
Alta
Médio
Janelas operacionais; a agrofloresta
aumenta resiliência
Descontinuidade de
política pública
Média
Médio
Independência via receitas próprias;
parcerias multilaterais
Rotatividade de equipe
técnica
Baixa
Médio
Capital intelectual institucional;
residências internas
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16 Alinhamento Com Agendas Globais

O Centro não é apenas compatível com as principais agendas internacionais — é uma plataforma de implementação delas:

    em estratégia e operações.

      à meta 30x30 e à restauração de ecossistemas.

        natureza.

          (vida terrestre), 17 (parcerias).

            12 milhões de hectares.

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17 Resultados Esperados E Legado

Curto prazo (Anos 0–2): estrutura institucional, governança e diagnóstico territorial implantados; Living Lab e Campus Aberto em operação. Médio prazo (Anos 3–5): produção científica consistente, Observatório operante, primeiras certificações e início da rede de réplica; receitas próprias assumindo parte crescente da operação. Longo prazo (Anos 6–10): Centro consolidado como referência latino- americana; metodologia replicada em territórios parceiros; sustentabilidade financeira madura. Ao final da primeira década, o Sítio São Sebastião será reconhecido nacional e internacionalmente como infraestrutura estratégica de conhecimento — ponto de convergência entre agrofloresta, ciência, inovação, educação e desenvolvimento territorial, oferecendo soluções concretas para os desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. Um centro de pesquisa: um território vivo de teste, demonstração e compartilhamento do futuro.

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18 Conclusão E Próximos Passos

A convergência é rara e tem prazo: existe um padrão internacional novo (ISO 17298), um volume sem precedentes de capital buscando ativos de natureza, um mercado de agrofloresta em expansão liderando seu setor, e um país-chave com meta de restauração e um território já operante pronto para se tornar referência. O que se propõe não é financiar uma ideia. É estruturar um sistema — com governança robusta, conformidade internacional, receitas próprias e impacto mensurável — que transforma um legado consolidado em plataforma de inovação para as próximas gerações. Próximo passo proposto: assinatura do Memorando de Entendimento e composição do Conselho Estratégico e do Comitê Científico (Fase 1 / WP1), abrindo a estruturação do arranjo de financiamento misto e a liberação da primeira tranche da rodada catalítica.

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REFERÊNCIAS INSTITUTO NOVA ERA (org.). Obra sobre o conhecimento de Ernst Götsch e a agricultura sintrópica, em coautoria com Ernst Götsch: edição internacional. [S. l.: s. n.]. INSTITUTO NOVA ERA (org.). Obra sobre o conhecimento de Ernst Götsch e a agricultura sintrópica, em coautoria com Ernst Götsch: edição brasileira. Brasil: [s. n.]. AFNOR INTERNATIONAL. ISO 17298: a universal approach to integrating biodiversity into organizational strategies. Paris: AFNOR, 2025. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa — Planaveg 2.0. Brasília: MMA, 2024. CONVENTION ON BIOLOGICAL DIVERSITY (CBD). Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework. Montreal: CBD, 2022. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION (ISO). ISO 17298:2025: biodiversity — considering biodiversity in the strategy and operations of organizations. Genebra: ISO, 2025. PRECEDENCE RESEARCH. Regenerative agriculture market size 2025 to 2034. [S. l.]: Precedence Research, 2025. TASKFORCE ON NATURE-RELATED FINANCIAL DISCLOSURES (TNFD). Recommendations of the TNFD. [S. l.]: TNFD, 2023. WORLD ECONOMIC FORUM (WEF). The future of nature and business. Genebra: WEF, 2020. WORLD ECONOMIC FORUM (WEF). Global risks report 2024. Genebra: WEF, 2024. WORLD RESOURCES INSTITUTE (WRI). Brazil announces goal of restoring degraded land by 2030. Washington: WRI, 2024. Consultoria Eleva-D Consultoria em Governança, Inovação e Captação de Recursos